14º salário do INSS: decisão final sobre o pagamento em 2025
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O 14º salário do INSS é um tema que voltou à pauta durante a pandemia e, desde então, tem despertado dúvidas e esperanças entre aposentados e pensionistas.
Em 2025, porém, a resposta é clara: não haverá pagamento do 14º salário.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Governo Federal reafirmaram recentemente que não existe previsão orçamentária nem base legal para o repasse de um abono extra.
Mesmo assim, o tema segue sendo motivo de boatos, vídeos virais e mensagens em grupos de WhatsApp, o que exige atenção redobrada por parte dos segurados.
Neste artigo, você vai entender por que o 14º salário do INSS não será pago em 2025, qual é a situação atual do Projeto de Lei 4.367/2020, o que realmente está garantido no calendário de pagamentos para aposentados e pensionistas e como evitar cair em golpes e notícias falsas que circulam sobre o tema nas redes sociais.
Entenda a origem do 14º salário do INSS
O que diz o Projeto de Lei 4.367/2020
A ideia de criar um abono extra para aposentados e pensionistas surgiu em 2020, no auge da pandemia de Covid-19.
Naquele período, o Governo Federal antecipou o 13º salário como medida emergencial, o que deixou milhões de beneficiários sem o reforço de fim de ano, época em que muitas famílias contam com o valor extra para pagar dívidas e impostos como IPVA e IPTU.
Para tentar corrigir essa situação, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou o Projeto de Lei nº 4.367/2020, propondo o pagamento de um abono anual emergencial, apelidado de 14º salário.
O texto previa:
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Pagamento em caráter temporário, apenas para os anos de 2020 e 2021;
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Valor limitado a até dois salários mínimos;
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Beneficiários: aposentados, pensionistas e segurados que recebem benefícios previdenciários contínuos.
O que aconteceu com o projeto de lei
Por que o 14º salário do INSS não será pago em 2025
O projeto avançou em algumas comissões importantes, como:
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Comissão de Finanças e Tributação (CFT);
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Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).
Contudo, desde 2022, o texto está paralisado na Câmara dos Deputados, aguardando parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), uma etapa essencial antes de seguir para votação em plenário e, eventualmente, ao Senado Federal.
“O projeto perdeu força política e orçamentária, pois não há recursos suficientes para custeá-lo sem comprometer o equilíbrio fiscal do país”, explicou um consultor legislativo da Câmara em entrevista à Agência Senado.
Obstáculo fiscal: o grande impasse
Entenda o impacto financeiro de um possível 14º salário
A principal barreira para o 14º salário do INSS é financeira.
Segundo estimativas da Secretaria do Tesouro Nacional, o custo de pagar um salário adicional a cerca de 30 milhões de beneficiários ultrapassaria R$ 50 bilhões por ano.
Com o reajuste do teto previdenciário para R$ 8.157,41 em 2025, esse valor seria ainda maior, tornando o projeto inviável dentro do atual arcabouço fiscal do governo.
Além disso:
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Não há previsão orçamentária para o benefício na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025;
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Qualquer tentativa de incluir o gasto poderia configurar crime de responsabilidade fiscal, caso não haja compensação de receita;
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O governo tem priorizado programas sociais e investimentos em infraestrutura, deixando de lado propostas pontuais sem previsão de receita permanente.
Saiba mais sobre o arcabouço fiscal no site do Ministério da Fazenda
O que está garantido: o 13º salário do INSS
Embora o 14º salário ainda não tenha saído do papel, o 13º salário previdenciário segue firme e garantido.
O benefício é pago anualmente a todos os segurados do INSS que recebem:
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Aposentadoria
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Pensão por morte
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Auxílio-doença
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Auxílio-acidente
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Salário-maternidade.
Tradicionalmente, o 13º é dividido em duas parcelas:
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A primeira, correspondente a 50% do valor do benefício;
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A segunda, com o restante, descontando os tributos devidos.
Nos últimos anos, o Governo Federal tem antecipado o pagamento dessas parcelas para o primeiro semestre, como forma de estimular a economia e aliviar as contas das famílias.
Em 2025, o mesmo modelo foi mantido, com depósitos realizados entre abril e junho.
Cuidado com fake news e golpes
Um dos maiores problemas em torno desse tema é o aumento de golpes digitais e notícias falsas.
Perfis em redes sociais e sites não oficiais têm divulgado promessas de cadastros, consultas e até links para receber o 14º salário.
O INSS, o Ministério da Previdência Social e o Senado Federal reforçam que:
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Não existe nenhum formulário de inscrição para receber o 14º;
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Nenhum servidor do INSS faz contato via WhatsApp, e-mail ou SMS solicitando dados bancários;
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Todos os comunicados oficiais estão disponíveis apenas em:
Atenção: Nunca compartilhe CPF, número de benefício ou dados bancários com desconhecidos.
Se suspeitar de golpe, registre um boletim de ocorrência e informe a ouvidoria do INSS.
Perspectivas para o futuro
Existe chance de o projeto voltar a ser discutido no Congresso?
Mesmo sem previsão de pagamento, o 14º salário do INSS continua sendo debatido em alguns grupos parlamentares.
Há quem defenda revisar o projeto original, transformando o benefício em uma medida permanente, mas com critérios de renda, limitado a quem recebe até dois salários mínimos.
Outros deputados acreditam que o foco deve ser a reestruturação do sistema previdenciário, buscando formas mais sustentáveis de garantir poder de compra aos aposentados, como:
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reajustes mais frequentes vinculados ao custo de vida;
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incentivos fiscais para medicamentos e planos de saúde;
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programas de educação financeira voltados à terceira idade.
Confira no blog Adeus Aposentadoria o artigo Como o Tesouro IPCA protege seu dinheiro da inflação— um conteúdo que mostra alternativas seguras de investimento para aposentados.
Conclusão
O que esperar do 14º salário INSS em 2025
Do ponto de vista técnico, o 14º salário do INSS permanece uma proposta sem base fiscal e sem consenso político.
Apesar do apelo social, não há recursos nem espaço no orçamento para sua implementação sem afetar outras áreas prioritárias.
Para os beneficiários, o foco deve permanecer na organização financeira e no planejamento com base no 13º salário, que segue sendo o único abono oficialmente garantido.
Enquanto o projeto de lei 4.367/2020 não avança, o melhor caminho é acompanhar as atualizações pelos canais oficiais, evitando cair em promessas falsas que circulam na internet.
Marcela Nascimento
Educadora Financeira
Marcela Nascimento é educadora financeira no Adeus Aposentadoria. Ajuda milhares de leitores a tomar decisões mais inteligentes sobre finanças pessoais, investimentos e cartões de crédito.